sábado, 30 de abril de 2011

Exemplo de vida e superação

Sem medo da velhice sorrisos irradiam décadas




São 72 idosos, alojado no Lar dos Velhinhos, a instituição oferece alimentação, fisioterapia e atendimento médico, através de uma equipe de 22 funcionários. Recepcionados pela diretora Irmã Maria dos Santos, que há 24 anos faz parte da instituição.

No dia 26 de setembro de 1985, um grupo de 14 pessoas se propôs a criar um centro para os idosos juntamente com Antonio Ayres Aguirra, pioneiro da cidade.

Desde então a entidade atende idosos que chegam por conta própria, vivem sozinhos, familiares trazem para serem cuidados e outros que são abandonados nos hospitais.

Diariamente recebem visitas de moradores próximos a região, ou de acadêmicos e parentes.

O lar dos velhinhos recebe convenio com as faculdades da cidade, prestando serviços gratuitamente e também uma oportunidade de acadêmicos poder fazer estágios como, enfermagem e fisioterapia.

Por mês são gastos cerca de 70 mil reais, a Prefeitura ajuda com uma quantia de 5 mil reais, e outras entidades que colaboram com entorno de 8 mil por mês, o restante vem da ajuda de voluntários
que contribuem mensalmente. Duas contas bancárias foram feitas com desejo de facilitar as contribuições, ou as pessoas podem ligar pelo telefone 3527-4014.

                                                                                                          Fotos Jacqueline Duarte

 Tudo é bem vindo ao Lar dos Velhinhos desde uma cesta básica, a uma lata de óleo faz a diferença”. 

 
Levar carinho, dar atenção e trocar uma boa conversa faz bem para todos, principalmente para aquelas pessoas tão carentes que vivem por aqui reforça Irmã Maria dos Santos - diretora da instituição.


Artesanatos

Como forma de passatempo e aprimoramento estão entre os idosos. Tapetes, arranjos de flores e jarros de barro são produzidos por eles.

Manoel Pereira 75 anos, ex-empresário depois da perda da esposa, entrou em depressão e logo depois um derrame que deixou numa cadeira de rodas, resolveu se alojar no lar dos velhinhos onde está há mais de 8 meses.

Com muita força de vontade e superação ele fabrica arranjos de flores e jarros de barro, que aprendeu a fazer desde seus 25 anos de idade.
                                                                                    Fotos Jacqueline Duarte
 


“Ainda vou fazer uma fábrica com meus artesanatos aqui em Foz do Iguaçu” – Manoel Pereira.





A arte como terapia                  

                                           Fotos Jacqueline Duarte
Pelos corredores da entidade podemos observar muitas histórias que marcam a vida dessas pessoas. Dona Ana aposentada 70 anos, faz tapetes com pedaçinhos de retalhos doados pelas pessoas que visitam o local. Com dificuldades de falar Ana mostra com todo carinho os tapetes prontos e que vende.    Os braços frágeis e tremulas, Ana consegue produzir cerca de 2 tapetes por dia, com o auxilio das amigas.
Nunca é tarde para recomeçar, o encontro com a arte serve para muitos como uma grande terapia.
Problemas emocionais e momentos de ócio, junto a alguns materiais simples, transformam-se em oportunidades valiosas para colocar a criatividade em prática e para motivar pessoas, que em muitos momentos da vida, se sentiram solitários e totalmente sem rumo.


Longevidade e energia
                                                                                  Fotos Jacqueline Duarte


                                     Florência Portinho, 100 anos completados é dona de um humor invejável

Florência Portilho 100 anos e muito bem conservada, há um ano vive no Lar dos Velhinhos, aposentada e mãe de 2 filhos, não demonstra tristeza no rosto. Com a pele frágil como uma seda e sorriso estampado, mostra o entusiasmo que muitos não conseguem obter durante uma vida rodeada com a família.
Diz que sempre cuidou na alimentação, este seria o segredo de uma boa saúde e bem estar. Para chegar com a idade que esta. Florência tem dois filhos que mora próximo da instituição, mesmo com a ausência ela não sente rancor e sim amor.

Eles não conseguem andar como antes, e as tarefas mais simples se tornaram um desafio. A maioria dos 72 idosos dependem de ajuda em tempo integral para se alimentar, vestir-se e deslocar-se pelos corredores da instituição. Cada um guarda uma diferente história de sua chegada ao lar, mas todos precisam de atenção constante para suas carências físicas e emocionais.

Graças à dedicação de voluntários e de funcionários, esses senhores e essas senhoras não devem se preocupar com as habilidades perdidas ao longo dos anos ou com a solidão. Sempre há alguém para ajudá-los e ouvi-los . Colabore.












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